Logo do Big Dia da Música

Ludovic

Alternativa, Rock

São Paulo, SP

Aceita tocar na própria cidade

Integrantes

  • Jair Naves - Baixo
  • Eduardo Praça - Guitarra
  • Zeek Underwood - Guitarra
  • Rodrigo Monttorso - Bateria

Onde já tocou

Sesc Pompeia, Centro Cultural da Juventude, Clash Club, Superloft, Inferno Club, Festival Coquetel Molotov, Festival Goiânia Noise, Festival Vaca Amarela, Festival Campari Rock, entre outros.

Site do artista

Biografia

Por Fernando Lalli e Paulo Borgia

Lá se vão mais de 15 anos desde que o Ludovic surgiu. Uma banda que mexeu com a vida de tanta gente, como raramente se vê. E um retorno como esse em 2017, definitivamente, não pode passar em branco.

É um tanto divertido lembrar desse período que o Ludovic existiu oficialmente – até 2008. Se não em todos, mas em grande maioria dos shows, os lugares eram quase impróprios para bons ouvidos: equipamentos de som ruins, muito aperto, reclamações para baixar a música e por aí vai. Fruto direto da cena punk, o Ludovic soube usar as dificuldades a seu favor para se fazer entender como poucas bandas do cenário independente brasileiro conseguiram.

As letras de Jair Naves chegavam aos sedentos por música como um soco no estômago. Era algo diferente do que estávamos acostumados a escutar. Estrofes raivosas, diretas, mas que continham tanto significado que várias delas passaram a ser cantadas quase como mantras pelo público ensandecido nos shows.

Era um período de virada na cena independente. A Internet passou a ser uma via concreta, que acolheu uma geração em plena transição de conceitos, opostos a uma vida ortodoxa. Um público que começava a plantar a semente da desconstrução social, atrelado ao ideário punk, como questões de gêneros, por exemplo. Esse público viu naquele magrelo vocalista punk de sapatos e calça social uma referência. Emos, hardcore, rockeiros, indies, góticos. O Ludovic conseguia juntar esse povo todo, da Verdurada ao Hangar 110; do Outs ao boteco sujo numa cidadezinha do interior. É uma convergência de referências nada óbvias, de Pulp a Joy Division, de Minor Threat a Replacements, passando por Mission of Burma, Fellini e, claro, o punk paulista.

E você pode perguntar: como essa intensidade pode estar mantida tanto tempo depois?

Basicamente, a gente responde: uma das fórmulas (se assim podemos chamar) do Ludovic era a sinceridade e entrega em suas músicas. E isso não mudou. O peso da guitarras, os riffs. Os timbres absurdos, que por si só se fazem reconhecer. Jair, Zeek Underwood e Eduardo Praça, da formação clássica, mais o baterista Rodrigo Montorso, são caras que estão até hoje ralando para colocar suas composições no mundo. Seja no projeto solo de Jair, no NavesHarris, no Quarto Negro, no Mudhill, a gana de fazer música é a mesma. No Ludovic isso tudo vira uma convergente panela de pressão em favor de uma música que, personificada, te pega pelos ombros e olha fixamente em seus olhos.

Se você duvida, não hesite em cancelar qualquer compromisso para presenciar um show dos caras. Não é exagero dizer que toda vez que o Ludovic pisou no palco, a vida de alguém foi transformada na plateia. Pergunte a quem estiver por lá.

Ver mais

Shows

Ainda não há shows confirmados ou em negociação

Ver mais

Playlist do artista

Inexorcizável (um zumbido ensurdecedor)

Janeiro continua sendo o pior dos meses

Ver mais
×

Baixe o aplicativo do DDM

Com o aplicativo do evento fica mais fácil de acompanhar os shows próximos a você.

Dúvidas/FAQ